segunda-feira, 26 de julho de 2010

Oficinas de Produção de Texto UNEB

Datas: 20 e 21 de julho de 20010
Local: Colégio Polivalente de Irecê
Foco: Gênero Dissertativo

Tema: Amizade


Textos dissertativos produzidos pelas alunas durante Oficina de Produção de Textos realizada nos dias 20 e 21 de julho de 2010 no Colégio Polivalente de Irecê Bahia, por alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, com orientações dos alunos do 2º Semestre de Letras da UNEB, Campus XVI: Ludemberg Dantas, Maria Cluadinei, Milton Cardoso e Taciane Pereira:

Talita de Souza Abade Coelho
(Selecionada como a melhor redação)


Agradecemos a todos os alunos e alunas que participaram dessa Ofcicina durante esses dois dias de encontro. Estamos à disposição para ajudar no crescimento de qualquer atividade referente à educação. Todos a favor do conhecimento!!!

sábado, 24 de julho de 2010

Adquirindo Conhecimento da Vida


Texto produzido pelo aluna Isana Bastos dos Santos, durante Oficina de Redação realizada nos dias 12 e 13 de julho de 2010 no Colégio Modelo de Irecê Bahia, com orientações dos alunos do 2º Semestre de Letras da UNEB, Campus XVI: Ailane Dias, Elka Viviana, Jamile Alves, Josafá Alecrim e Malane.

Adquirindo Conhecimento da Vida

1º lugar Isana Bastos dos Santos

Ter conhecimento é algo que não se pode negar, mesmo quando não o perseguimos, infiltra-se em nossa mente onde dificilmente sairá. Ao nascermos observamos atentamente tudo a nossa volta, sem uma real noção do quão importante isso se tornará no futuro, olhamos sempre de forma curiosa tudo que nos é novo, uma palavra estranha, características dos que estão a nossa volta, coisas assim ficam gravadas em nossa mente.

Sem dúvida, a vida é o maior veículo de aprendizagem do ser humano. È enquanto vivemos que tomamos conhecimento de nossas fraquezas e limites, mas é ai aonde encontramos também formas de contornar todos esses infortúnios, pois fomos criados com uma grande capacidade para deixarmos de lado o que impede nosso caminho, é o chamado “jeitinho brasileiro”, que nos mostra um bom exemplo de herança cultural aprendido através dos tempos.

Existem sempre aqueles que se mostram alheios ao motivo de tantas dificuldades e existem também aqueles que enxergam além do está a sua frente e percebem que ali onde antes se tinha perdido toda a motivação, está agora a chance de se mostrar capaz de ir além.

Aprender é o único motivo real pelo qual ainda existimos ou o que seria da humanidade sem tal capacidade? Em que lugar estaríamos, se século atrás nossos ancestrais pré-históricos não tivessem sucumbido a sua total necessidade de sobrevivência e não tivessem descoberto o fogo? Deveríamos nos apegar a esse ponto e ter total certeza de que viver é ir além das barreiras da vida, fazer com que a existência não tenha sido em vão.

Vida: Grande Escola e uma Dádiva Fatal

Texto produzido pelo aluno Douglas Batista, durante Oficina de Redação realizada nos dias 12 e 13 de julho de 2010 no Colégio Modelo de Irecê Bahia, com orientações dos alunos do 2º Semestre de Letras da UNEB, Campus XVI: Ailane Dias, Elka Viviana, Jamile Alves, Josafá Alecrim e Malane.

Vida: Grande Escola e uma Dádiva Fatal
  Douglas Batista

O que seria a vida? Seria uma dádiva fatal de onde não vamos sair vivos, como dizia Renato Russo, um grande poeta do rock nacional? Viver pode ser definido como experiências ou situações que nos farão seguir adiante com uma nova perspectiva.

São com esses fatos, do mais feito tombo a um simples sorriso, que na maioria das vezes, aprendemos a viver. Considera-se então que a vida é uma eterna escola, que com suas dificuldades, vitórias e superações nos ensinam a seguir sempre com a cabeça erguida e os olhos adiante. Mas qual a importância daquilo que aprendemos coma vida, já que no final ninguém sai vivo daqui?

Se essa vida que nos ensina nos tira todo o aprendizado com o passar do tempo, pois todas nossas memórias, lembranças, conhecimentos vão desaparecendo do nosso consciente e se firmando no nosso subconsciente e quando se chega nessa fase é quase impossível reverter a situação. Isto é lamentável para o ser humano e alem do mais a vida nos ensina várias maneiras de driblar catástrofes, doenças, acidentes, mas ainda não nos ensinou a driblar o seu oposto: a morte. Aprendemos e vamos sempre aprender nessa grande escola chamada vida, mas se não fizermos nada para valer a pena tudo isso, a vida perde seu sentido. Enfim vivemos para aprender e aprendemos para conseguir viver.

Ao longo da visa passamos por experiências e situações dos mais diversos tipos e não importa o que seja: sempre saímos com algo proveitoso, porém apenas valerá a pena se repassarmos aos nossos descendentes para que todo nosso conhecimento não seja perdido ou simplesmente se descobrirmos a fórmula para driblarmos a morte, pois assim conseguiremos todo aprendizado possível.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fábula: Seminário na Floresta

Tema: O desmatamento

Ludemberg Pereira Dantas

Em uma manhã de domingo, passeando pela floresta dona Joseja, uma senhora muito preocupada com o meio ambiente, percebe o quanto que a natureza está sofrendo com o desmatamento. É nesse momento que ela passa a lutar a favor da sobrevivência do homem e dos animais. Com isso, decide conversar com os moradores dali. De início, depara-se com o leão feroz:

- Olha seu leão, não venha ser bravo comigo não, porque hoje eu quero uma reunião!

- Quero a presença de todos para uma conversa séria: um seminário na floresta, com perguntas, questionamentos e sugestões.

Seu leão muito atento à nova visita e no que poderia acontecer com aquele evento, afirma:

- Sim, fique a vontade, a casa é da senhora e a nossa atenção também.

Com isso seu leão passa então a espalhar a notícia:

- Atenção a todos: hoje estamos com a visita da senhora Josefa. Ela está observando a floresta e preparando um seminário e exige que todos nós estejamos presentes para ouvi-la e participar também.

Sendo assim, a bicharada toda se reúne:

Chega seu macaco, com a macaca Fifia e os três macaquinhos. Seu macaco questiona:

- Já estou gostando desse encontro. Sei que vai ser bom para todos nós, porque tem muita coisa errada acontecendo por aqui. Quase que não tenho mais árvores para andar pulando de galho em galho. Isso ta errado!!!

Aparece também dona Girafa e família. Os tigres Filó e Fileno. As onças, as zebras, os pássaros, e todos que por ali estavam presentes.

Muito agoniado, chega o papagaio Lorovaldo, gritando:

- Tabareu, tabareu, vamos logo ao assunto que eu não tenho tempo a perder...

Josefa, com sua postura elegante e rígida, proclama:

- Quero a atenção de todos e espero ser retribuída com a certeza de que vão me obedecer!

Vejam essa reportagem:

“O desmatamento a cada dia deixa a vida do homem e dos animais em risco” (Jornal local).

Josefa segue:

- Sabemos que a cada dia a destruição de nossa natureza é crescente e com isso, somos muito prejudicados. Não é justo deixar que a nossa floresta sofra com o desmatamento. É necessário que haja uma conscientização do homem para não acabar destruindo por completo nosso meio ambiente.

Dona girafa:

- Olha senhora Josefa, eu com esse pescoço tão grande, e agradeço a Deus por isso, porque posso ver muita coisa de errada acontecendo por aqui sou sincera com a senhora: vejo todos os dias humanos, vindo aqui para destruir nosso lugar. Eles não pensam em nós. Chegam, desmatam, vão embora e voltam no dia seguinte. Sei que a senhora se preocupa com a gente, mas acho que a senhora tem que se preocupar também com quem causa isso, porque a gente não tem culpa não...

Senhora Josefa:

- Dona girafa, concordo com a senhora. Mas eu já pensei em tudo. Estou com essa intenção em ambas as partes, entre os humanos, que assim como eu também querem o melhor da natureza e nós vamos sim chegar até essas pessoas que chegam aqui para destruir a casa e a vida de vocês, mas sei que a senhora vê que é importante eu está aqui também, porque quero a contribuição de todos os moradores. Vocês podem ajudar e muito, porque são os que mais presenciam a vinda e as mazelas que eles realizam por aqui.

Toda a bicharada:

- É verdade isso! Nós vemos tudo!! Eles não pensam em nós!!! A gente vai é morrer aos poucos!! A senhora esta certa! Eu quero acabar com isso! Nós vamos acabar com isso...

Senhora Josefa:

- Pois bem, meu objetivo é simples: Quero diminuir e se possível acabar com essa ação.

- Eu, como humana vou conscientizar aos outros e vocês, principalmente vocês vão expulsar quem aqui aparecer para tal ato. Entendido?!

- Sim senhora! Deixa com nós!!!

E assim se fez: todos passaram a lutar pela sobrevivência da floresta,

e demorou para se vê outras reportagens daquelas por ali!

Moral da história: A união faz a força!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A favor da humanidade

RESENHA

EU SOU a lenda. Direção: LAWRENCE, Francis. Produção Akiva Goldsman. Gênero: Ficção científica. Warner Bros. EUA, 2007. DVD.


Ludemberg Pereira Dantas

Uma produção cinematográfica de ficção científica e terror, produzido no ano de 2007, com a direção de Francis Lawrence, diretor de videoclipes e de cinema, e a participação de Will Smith, artista renomado dos Estados Unidos com sucesso no cinema, na televisão e na música. O Ator protagonista vive o papel de Robert Neville, um cientista militar, tendo a pesquisa como fundamental para a inquietação humana. Uma adaptação do livro homônimo de Richard Matheson.

A história se desenvolve com a presença de um vírus, transmitido pelo ar que se alastra na cidade de Nova York e se espalha pelo mundo, causado há três anos por um cientista que buscava a cura para o Câncer. Robert o único que não foi contaminado, busca eliminar o vírus e salvar a população de 2012, mostrando ao mesmo tempo postura de “homem de guerra” e “exemplar estudioso da medicina”. As vítimas, a grande maioria morre e os demais vivem como vampiros, com sintomas semelhantes ao da raiva, comportamento selvagem e agressivo.

A luta diária de Robert Neville é seguida com os cuidados em não cometer algum erro para não ser pego pelas pessoas infectadas e também com a solidão que o atormenta a cada instante, vivendo somente com a companhia de sua cadela, Sam (Samantha). O filme é considerado de alto investimento, com cenas milionárias, como o exemplo da cena da Ponte de Brooklin, uma das mais antigas pontes de suspensão dos Estados Unidos, com 1.834 metros de comprimento, considerada a mais longa cena já filmada na cidade de Nova York até hoje, custando cinco milhões de dólares no orçamento.

A história segue tendo a pesquisa como um dos principais focos. A luta do coronel Robert é exemplo presente, estudando a solução para a descoberta da cura do vírus que destruiu 90% da humanidade. Buscando dados, registrando, analisando, fazendo experiências, tendo vítimas como cobaias, tudo em um laboratório equipado, usando seu próprio sangue. Sendo imune ao vírus, Robert passa a lutar a favor da cura, tento seus dias repletos de muita agitação, buscando respostas que lhe traga bons resultados. A pesquisa em laboratório, presente no filme, é exemplo de que o homem deve ir além de suas afirmações.

Como não vive mais em uma sociedade agitada, seguindo a rotina da grande Nova York, Robert tem momentos de solidão, em que procura refúgio dialogando com as manequins espalhadas nas lojas, montadas por ele mesmo, tendo em sua cadela a garantia de uma boa companhia. O exemplo maior de perseverança, de luta está presente quando o cientista busca na pesquisa soluções para o fim do vírus e a salvação da humanidade.

Na esperança de encontrar alguém a salvo, o militar espalha mensagens de rádio falando de sua sobrevivência. Uma Nova York vazia, abandonada como nunca. A presença dos monstros contaminados atormenta a cada instante a vida de Robert. Na tentativa, faz diagnósticos em pacientes contaminados, não encontrando cura.

Pesquisa, movimento e vontade, fazem do homem de Eu sou a lenda exemplo de força, garra e determinação.

Sem saber como se tornou imune do vírus, Robert, permanece salvo ao contato e a transmissão pelo ar. Os cães permanecem imunes somente com a transmissão ao ar, é quando sua cadela Sam é surpreendida por um dos monstros, chegando a ter que ser sacrificada pelo melhor amigo. Uma cena emocionante, quando Robert passa então a ter que viver a sós, entrando em desespero.

Com o objetivo de levantar possíveis soluções, respostas para perguntas inquietantes, afirmações para conceitos já firmados, a pesquisa passa a ser de fundamental importância para a existência da humanidade, tendo no filme o exemplo da medicina que transforma a vida humana.

O exército tenta salvar a população do vírus, onde todos vivem em aflição, buscando ser salvos e só podem ser levados aqueles que ainda não foram contaminados. Entre eles, tem a mulher a filha Neville que deixam Robert na esperança de reencontrá-lo, mas um acidente provocado por um helicóptero os separa por definitivo, tomando conhecimento do início da história por flash de sonhos e lembranças de Robert.

O desespero é muito presente na vida do único sobrevivente, no momento que ele passa a eliminar aqueles contaminados, que tentam atacá-lo. Quase que atingido, é salvo pela luz forte de um farol, trazendo Ana, interpretada por Alice Braga, atriz brasileira, que faz um trabalho brilhante ao lado do grande Will Smith. Acompanhada do filho Íthan, chegam até o militar por ouvir a mensagem de sobrevivência.

Uma passagem marcante é a lembrança feita ao “rei do reggae”, Boby Marley, em que Robert faz referência como “um ser humano que acreditava curar racismo e ódio injetando música e amor na vida das pessoas”. Ana até então desconhece o ícone da música, sendo para ele inaceitável esse desconhecimento. Qualifica o artista na frase: “Uma luz na escuridão”.

Em meio a tantas tentativas, o sucesso: a cura do vírus se faz presente. Quando não mais podem fugir dos monstros, Robert deixa Ana e o filho fora de perigo e passa a tentar acalmar as vítimas, que agressivos, só querem atacá-lo. Robert tenta convencê-los de que sua missão é salvá-los, gritando: - Eu posso salvar vocês. – Eu posso ajudar vocês. – Eu posso salvar todo mundo! Robert vê em Ana uma borboleta tatuada no pescoço, lembrando sua filha antes de partir: - Papai olha, é uma borboleta. Frase que marca o fim da família.

“O doutor Robert dedicou a sua vida a descoberta da cura e a salvação da humanidade. Em 09 de setembro de 2012 ele descobriu a cura, as 20h49m e as 20h52m ele deu a própria vida para defendê-la. Nós somos o legado dele. Esta é a sua lenda. Uma luz na escuridão”.

O filme é sugerido para estudantes, professores, profissionais e estudiosos em geral que tem a pesquisa como fonte de construção de conhecimento. Uma produção enriquecedora, tratando do conhecimento científico e da salvação da vida humana, na certeza de que existem respostas em meio a pesquisas, deixando a mensagem de que o homem pode ser persistente e acima de tudo um guerreiro.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O texto na sala de aula (João Wanderley Geraldi)

RESUMO:
Livro: O texto na sala de aula

(João Wanderley Geraldi)

Ludemberg Pereira Dantas


2º Capítulo
Gramática e literatura: desencontros e esperanças,
 Lígia Chiappini de Moraes Leite

A autora inicia-se fazendo uma reflexão sobre o ensino de língua e literatura, afirmando que no seu tempo de estudante literatura brasileira, literatura portuguesa e língua portuguesa pertenciam à disciplina chamada português. Seu estudo era realizado através da escrita, da leitura, da fala, buscando estudar a literatura no seu sentido mais complexo, sendo que, era estudada com o mesmo professor só que em horários diversificados.

Percebe-se que não se segue mais ao método passado. Hoje o estudo da história da literatura no segundo grau explora mais a apresentação de autores e obras exigidas no vestibular. No momento em que, tanto no primeiro e no segundo graus, a presença da gramática se fazem freqüentes, sejam para facilitar a compreensão de pequenos casos, até o enriquecimento dos mais diversos conceitos.

Diante os conceitos de língua e literatura, surge à intenção de entender a possível idéia de estudar ambas separadas. O estudo da expressão e da comunicação facilitaria ou dificultaria a compreensão da língua e da literatura? A resposta mais apropriada vem no sentido de que o estudo da literatura sempre está envolta do uso das palavras, e, portanto, estudar literatura significa também estudar língua. Contudo, a lingüística o estudo da lingüística para a especificação da linguagem oral e da linguagem escrita, cada qual com suas próprias normas.

Partindo do conceito do estudo do português, surge então a curiosidade: por que estudar essa disciplina? Por um lado específico, o uso do português torna-se essencial para o convívio e desenvolvimento na vida cotidiana. É através da leitura e da produção de textos que o professor leva o aluno a assumir uma critica e uma função de sujeito do discurso, seja enquanto falante ou escritor, seja enquanto ouvinte ou leitor.

Não apresentando uma única condição, a literatura sempre apresenta vários significados. O que fundamenta a importância da literatura para a vida de homem é sua necessidade de apreciar textos, exercitar a leitura e a escrita.

O signo lingüístico no sentido de classificar a palavra como fonte de significação, transforma o estudo da literatura incondicionalmente, ou seja, é através de uma palavra e seu significado que outro conceito surge e assim formam-se mais dúvidas, mais afirmações e tudo isso transforma a vivência do homem.


7º Capítulo:
Práticas de sala de aula

O capitulo inicia-se com um pequeno diálogo em sala de aula, onde a professora dona Furquim depara-se com o seu primeiro dia de aula e passa uma tarefa de casa, onde todos devem em todas as aulas, trazer um pequeno texto livre com 10 linhas, não mais que isso, contando algo que aconteceu em casa, ou seja, uma história do dia-a-dia. Com essa atitude, nasce então a idéia de que é bom aprender para a vida.

Usando da prática da leitura, surge então à idéia de levar o aluno à leitura, visando à prática de produção de texto, o professor se encarrega de indicar obras literárias para os alunos, como contos, crônicas, reportagens, lendas, notícias de jornais, editoriais, romances e novelas. Com o objetivo de tornar o ato de ler uma tarefa essencial, rotineira, onde os alunos possam trocar livros.

Considerado a aplicação da proposta nos últimos quatro anos do fundamental, ao final cada aluno terá lido, no mínimo, quarenta romances, o que lhe permite efetivamente realizar estudos de literatura durante o segundo grau, sendo essa, uma prática de como trabalhar com os alunos em sala de aula na indicação da leitura dos livros.
17/02/2010

A inquietação do discurso

RESUMO:
A Inquietação do Discurso

(RE)LER MICHAEL PÊCHEUX HOJE
(Denise Maldidier)
Ludemberg Pereira Dantas

O livro, a Inquietação do Discurso, de Denise Maldidier, apresenta a análise do discurso através do pensamento de Michel Pêcheux. A autora cita ideologia como um sistema cheio de furos. Classifica o discurso como polêmico, lúdico e autoritário. Michel Pêcheux fixa a importância da instalação desse seu “objeto”, o discurso, estando ao mesmo tempo do lado da teoria e da análise do discurso.

O discurso, entre os seus diversos significados, é apresentado como todos os fios constitutivos de um objeto radicalmente novo, constituindo também como uma reformulação da fala saussuriana, desembarcadas de suas implicações subjetivas. Pêcheux faz referência também ao interdiscurso. Em outros termos, o interdiscurso designa o espaço discursivo e ideológico no qual se desdobram as formações discursivas em função de relações de dominação, subordinação, contradição.

Fluente no meio social, o discurso se articula sobre a língua, tendo o texto como parte essencial da análise do discurso, classificando-o, em um sentido, como a reescrita de todos os textos precedentes. Sabe-se que a lingüística é constituída como uma ciência em um constante debate com a questão do sentido, formando assim o discurso.

Como estudioso também do discurso, Michael Foucault, que defende o discurso no seu sentido ideológico e como também um portador de poder, apresentando uma “verdade”, Michel Pêcheux teve sempre o sentimento de trabalhar ao seu lado. Além de Foucault, Pêcheux cita vários outros pensadores, como: Marx, Freud, Saussure, Joseph, que proporcionam uma atenção na forma como a lingüística se move diante ao meio, seja com a escrita, a fala, o discurso.

Portanto, o presente livro apresenta a análise discursiva tendo Michel Pêcheux um pensador da palavra. Suas reflexões sobre a leitura, seu pensamento a respeito do discurso, faz com que Denise Maldidier lança o interesse de se posicionar também com uma “inquietação” que não deixará o discurso calar-se.
Palavras: 300.

A ordem do discruso

RESENHA:
A Ordem do Discurso

(Michel Foucault)

Ludemberg Pereira Dantas

Diante uma sociedade moderna, que sempre vem passando por transformações sociais, culturais e econômicas, vê-se quanto o pensamento, a fala e o raciocínio são fundamentais para a construção de uma opinião. No livro A Ordem do Discurso, Michel Foucault discute a questão de que todo homem, na medida em que se qualifica como um ser racional tem consigo a capacidade de raciocínio e informação, a ponto de que, fazendo uso das palavras, busca expor sua necessidade de comunicação, mostrando-o envolvido nas questões que move o saber, o poder e a verdade.

Na maioria das vezes em que o ser humano se encontra diante do seu pensamento, usa de informações e conhecimentos para afirmar o que “acredita ser verdade”; nesse momento o uso das palavras se faz presentes, para assim, reconhecer que, por um determinado momento, é preciso deixar claras as afirmações vindas de fontes seguras e antigas, formando opiniões que no decorrer do tempo qualifica o ser, o espaço e o tempo. Por isso, todo indivíduo, seja ele com um grau de formação primário, médio ou até mesmo superior, apresenta sempre um discurso.

Levado por uma filosofia de que a sociedade sempre dispõe de um discurso, que tem como política a verdade, seguido de poder, Foucault relata a discurso do louco, que diferente dos normais, vem seguido de preconceito, onde a sociedade o tem como um sujeito demente, considerando que suas palavras não apresentam nem verdade nem importância, impedindo-as de serem ouvidas e espalhadas, ao ponto que, quando as são, a sociedade não percebe a sua verdade. Essa visão do louco remota desde a Idade Média, onde sua palavra não era ouvida, e quando o era, era ouvida como uma palavra verdadeira. E na modernidade, esse conceito permanece, mas acabam eles, os “loucos”, ficando ocultos. É nesse momento que todo homem passa por intermédio do discurso direto ou indireto, a construir o seu caráter.

Um fator importante em destaque é a citação: "vontade de verdade, discurso de verdade". No momento em que cada ser usa de afirmações para referir-se a um determinado assunto, já sabe ele que aquele conhecimento não é seu, é fruto de uma conseqüente transformação vinda de gerações passadas, e que por intermédio da disciplina, do saber, transforma a sociedade. Contudo, antes de qualquer coisa é preciso responsabilidade ao se comunicar, na medida em que uma palavra mal colocada, um conhecimento não concreto, transforma o que deveria ser útil em desagradável.

Com mudanças socioeconômicas, a sociedade se transforma a cada instante. Sejam movimentos históricos, religiosos ou políticos; escritos e estudados pela humanidade há séculos, a história do discurso, deixa certo de que cada homem tem consigo a necessidade de se comunicar, havendo assim opiniões e mais opiniões, pois a partir do momento em que uma informação é dita com palavras vindas de conclusões pessoais, o novo aparece, e é nesse novo que a humanidade está envolvida a cada instante. Seja qual for o discurso, na mais humilde de sua realidade é capaz de fazer parte e ao mesmo tempo contribuir para a sociedade, valorizando assim cada instante e cada ser.

Em conseqüência de muitas afirmações, discursos e mais discursos, o Mundo chega a ser o espaço de contestações. Na maioria das afirmações científicas, dos estudos debatidos, chega-se a afirmar que a verdade pouco existe, a ponto que, a cada momento, estar discutindo que algo é verdadeiro e debater diante algo é afirmar que falta muito ainda o que aprender, ou seja, o verdadeiro sempre tem o seu lado questionador. Como o homem foi, é e sempre será curioso, as perguntas sempre existirão, ao ponto que tudo que se diz novo foi velho e o que é velho nunca acabará.

Considerando que o discurso passa a ser uma verdade em constante transformação, a humanidade vem levando em consideração que a cada momento, todo conhecimento que lhe é atribuído é conseqüência de que para viver é preciso um ideal, é preciso respostas e decisões, para assim, construir idéias, solucionar problemas, aceitar as conseqüências e acreditar na possibilidade sempre de um novo.

Colocar-se diante a tanta movimentação social, cultural, tecnológica e religiosa é estar disposto a uma "vontade de verdade". Vontade de ser um sujeito participativo, de aceitar as conseqüências como possíveis providências, de amparar os problemas para possíveis soluções, de questionar os erros para possíveis acertos, de levantar sonhos para esquecidos objetivos.

Todo indivíduo que passa a escrever de fato o que pensa, é considerado um ser existente de idéias, de argumentos, que tem como objetivo transformar ou até mesmo mostrar sua realidade. Buscando o saber, a disciplina é formada de afirmações verdadeiras e falsas, essas que estão sempre a mercê de discursos, e que assim, classifica a educação como nascente de idéias.

É preciso buscar entender a sociedade, discutindo sempre as questões que move o Estado, para assim poder usufruir de uma Ordem, essa, que venha favorecer a todos, excluindo a corrupção, o preconceito, a miséria, a violência, que amedrontam. Portanto, é na certeza de que o discurso é importante, que cada indivíduo deve participar ativamente na esperança de melhores condições de sobrevivência.

O que é literatura?

RESENHA:

EAGLETON, Terry. O que é Literatura? In: Teoria da Literatura: uma introdução. Tradução Waltensir Dutra. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

Ludemberg Pereira Dantas

Tendo as palavras a capacidade de transformação, surge então a curiosidade de entender como e quando elas são desenvolvidas ao ponto de haver uma compreensão literária. Considerando o texto O que é Literatura? de Terry Eagleton, a literatura é inserida como a escrita imaginativa, essa, que a cada instante vem sofrendo observações, que no decorrer de um momento, o que era ficção passa a ser compreendido como realidade, ou não, a depender do seu contexto.

Composta por livros, poesias, autores, escritores, poetas, a literatura vem ganhando espaço na humanidade há séculos, onde cada produção, seja ela um pequeno pensamento até uma grande obra publicada, tem como objetivo levar ao interlocutor uma mensagem, havendo assim uma oportunidade de fazer do homem, um ser pensante.

Diferente da linguagem cotidiana, onde a sociedade faz uso da comunicação para levar e colher o conhecimento, a linguagem literária passa a ir além, tornando-a comprometida em despertar uma aproximação real do que possa ser fato, conseqüência, ficção. Nesse sentido, é preciso uma organização das palavras em mostrar o que para uns encontra-se oculto, para a literatura inicia-se um pensamento.

Citando os formalistas (influentes da crítica literária) na compreensão e no significado da literatura, Eagleton faz referências ao ponto de caracterizar a linguagem literária, mostrando a necessidade de conteúdo e de motivação. O autor faz também uma observação do “estranhamento”, visto com o objetivo sempre de envolver o leitor.

Presente no meio social, o discurso é capaz de transmitir o conhecimento, querer o entendimento e gerar dúvidas. Na visão literária, um discurso tem a capacidade de transformação, ao ponto que ele sempre está em processo de mudança, assim, não é suficiente um discurso e sim vários discursos, esses que venham permanecer e serem questionados sempre.

“Pensar na literatura como os formalistas o fazem é, na realidade, considerar toda a literatura como poesia” (Pg. 9). Buscando um raciocínio, a poesia, em diversos sentidos, faz com que cada verso seja de motivação, dando continuidade ao raciocínio, esse que nunca chegou e nem chegará a um fim, possibilitando sempre a grandeza que é está envolvido em um universo de sabedoria.

Escrever de forma breve, moderada, realista, sem limitações, a depender do contexto é está sendo literário. É com essas características que Terry Eagleton desenvolve a compreensão de literatura. Usa de uma linguagem clara, envolvendo o leitor, despertando um interesse próprio de aprofundamento, pois é quase que inexistente o momento em que o homem não vive a literatura, ao ponto que ele está inserido em uma sociedade que é composta de palavras, essas que sempre traz e leve significados adversos.

Levando o autor a compreender a literatura de forma simples, o texto apresentado faz uma referência à pragmática, como uma característica própria de um texto. Deixando claro que a literatura não tem uma finalidade prática imediatista, o autor considera a linguagem literária como não-pragmática, ou seja, não tem uma função; é nesse momento que a literatura passa a “ganhar mais vida”.

Composta de qualidades, exceto dizer que a literatura faz parte de algo ou alguém. Não é válido privar o que está sempre à disposição de todos, que na sua mais humilde função, transforma o espaço e o tempo, dando sentido ao uso das palavras.

A visão de que só é literatura aquilo que é escrito de forma bonita, para Eagleton não é válido, pois ela se contradiz ao ponto que existem as escritas não “tão belas” num instante em que elas são também consideradas e valorizadas como textos literários.

Umas das características citada nesse texto de grande valia para o entendimento e aprofundamento da linguagem literária são a releitura e a reescritura. Todo escrita na sua prática sofreu e vem sofrendo alterações. Com isso, dá-se a perceber uma necessidade nova de compreensão. Quando o homem passa a tê-la, lendo, interpretando, pré-estabelece a necessidade de uma reescrita, capaz de oferecer sempre inovações, mudanças, essas que julgam sempre o crescimento intelectual e poético.

“Sem interesses particulares não teríamos nenhum conhecimento, porque não veríamos nenhuma utilidade em nos darmos ao trabalho de adquirir tal conhecimento” (Pg. 21). A sociedade que vive em favor de um poder centralizado, que julga o que acredita certo e errado como fontes de sobrevivência, nem sempre se compõe de qualificação propriamente dita. Uma das grandes capacidades que a literatura apresenta no meio social é o despertar pelo conhecimento. Nenhum leitor, por mais prévia que seja sua leitura se propõe a fazê-la por um simples “capricho”, na verdade ele “se joga” com a necessidade mesmo de adquirir um conhecimento, e esse sempre aparece, seja com o significado de uma nova palavra até a rica idéia de dedicar-se aos maiores e numerosos acervos.

O autor faz referência à Ideologia, buscando o entendimento quanto ao que se diz e o que acredita, construindo assim um poder diante a sociedade. No momento moderno, crítico, tem-se também ideologia como um principio caracterizado de uma necessidade imposta pela sociedade. É nessa necessidade que se conquista e prevalece a determinação de cada indivíduo, ele, dono de seus próprios objetivos e os demais capazes de exercer o poder sobre os outros.

Contudo, a grandeza da obra de Eagleton, O que é Literatura, está na capacidade e simplicidade como ele leva o leitor a valorizar a escrita e a leitura, ambas construindo uma linguagem simples e ao mesmo tempo rica de conhecimentos, de mudanças. Nesse livro nenhum leitor vai encontrar uma única definição do que seja de fato literatura, até porque não existe, ele vai ter uma imensa capacidade de compreensão da linguagem literária como um momento de prazer, de cultura, valorização de um significado que amanhece, anoitece e enriquece.