Ludemberg Pereira Dantas
A autora Zilá Bernd, no livro Literatura e Identidade Nacional, apresenta o termo identidade como um processo de permanente transformação. Evidencia o fato de que o homem , em todo um processo histórico “perpetua-se” de uma identidade, transformando o conhecimento, costumes adquiridos, na construção de sua imagem.
Tendo como exemplo o índio, Zilá Bernd o caracteriza como uma imagem sacralizadora, no momento que ele passa a ser considerado com um ser sagrado, puro, vivendo em um paraíso chamado Brasil (com uma natureza bela), sem nada que cobrissem suas vergonhas, portadores de arcas e flechas. Tem os portugueses frentes a uma busca de auto-satisfação: a América.
Zilá faz referência à identidade deixando claro que todo homem para formar a sua identidade é preciso ele aceitar a alteridade (identidade do outro), no momento que afirma também que “a imagem que se tem do outro é algo que se forma sobre si mesmo”.
O conceito de identidade para Bernd é algo sempre em formação. No texto literário, a sacralização surge com o objetivo de construção, levando o leitor a se envolver em um universo de descobertas, conhecimentos capazes de despertar e vivenciar o seu senso crítico. Na dessacralização predomina a desmistificação (desconstrução) do que representa a literatura.
Portanto, com uma visão crítica leva a conhecimento o conceito de identidade, a pessoa do índio, dos portugueses e as noções de sacralização e dessacralização, predominando na literatura o senso crítico.
Um comentário:
Excelente compreensão do livro. Sou acadêmica de Letras e estou fazendo uma resenha desse livro. Suas colocações me ajudaram a compreender melhor! Muito obrigada! ❤️🙏🏻
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