quarta-feira, 16 de junho de 2010

A favor da humanidade

RESENHA

EU SOU a lenda. Direção: LAWRENCE, Francis. Produção Akiva Goldsman. Gênero: Ficção científica. Warner Bros. EUA, 2007. DVD.


Ludemberg Pereira Dantas

Uma produção cinematográfica de ficção científica e terror, produzido no ano de 2007, com a direção de Francis Lawrence, diretor de videoclipes e de cinema, e a participação de Will Smith, artista renomado dos Estados Unidos com sucesso no cinema, na televisão e na música. O Ator protagonista vive o papel de Robert Neville, um cientista militar, tendo a pesquisa como fundamental para a inquietação humana. Uma adaptação do livro homônimo de Richard Matheson.

A história se desenvolve com a presença de um vírus, transmitido pelo ar que se alastra na cidade de Nova York e se espalha pelo mundo, causado há três anos por um cientista que buscava a cura para o Câncer. Robert o único que não foi contaminado, busca eliminar o vírus e salvar a população de 2012, mostrando ao mesmo tempo postura de “homem de guerra” e “exemplar estudioso da medicina”. As vítimas, a grande maioria morre e os demais vivem como vampiros, com sintomas semelhantes ao da raiva, comportamento selvagem e agressivo.

A luta diária de Robert Neville é seguida com os cuidados em não cometer algum erro para não ser pego pelas pessoas infectadas e também com a solidão que o atormenta a cada instante, vivendo somente com a companhia de sua cadela, Sam (Samantha). O filme é considerado de alto investimento, com cenas milionárias, como o exemplo da cena da Ponte de Brooklin, uma das mais antigas pontes de suspensão dos Estados Unidos, com 1.834 metros de comprimento, considerada a mais longa cena já filmada na cidade de Nova York até hoje, custando cinco milhões de dólares no orçamento.

A história segue tendo a pesquisa como um dos principais focos. A luta do coronel Robert é exemplo presente, estudando a solução para a descoberta da cura do vírus que destruiu 90% da humanidade. Buscando dados, registrando, analisando, fazendo experiências, tendo vítimas como cobaias, tudo em um laboratório equipado, usando seu próprio sangue. Sendo imune ao vírus, Robert passa a lutar a favor da cura, tento seus dias repletos de muita agitação, buscando respostas que lhe traga bons resultados. A pesquisa em laboratório, presente no filme, é exemplo de que o homem deve ir além de suas afirmações.

Como não vive mais em uma sociedade agitada, seguindo a rotina da grande Nova York, Robert tem momentos de solidão, em que procura refúgio dialogando com as manequins espalhadas nas lojas, montadas por ele mesmo, tendo em sua cadela a garantia de uma boa companhia. O exemplo maior de perseverança, de luta está presente quando o cientista busca na pesquisa soluções para o fim do vírus e a salvação da humanidade.

Na esperança de encontrar alguém a salvo, o militar espalha mensagens de rádio falando de sua sobrevivência. Uma Nova York vazia, abandonada como nunca. A presença dos monstros contaminados atormenta a cada instante a vida de Robert. Na tentativa, faz diagnósticos em pacientes contaminados, não encontrando cura.

Pesquisa, movimento e vontade, fazem do homem de Eu sou a lenda exemplo de força, garra e determinação.

Sem saber como se tornou imune do vírus, Robert, permanece salvo ao contato e a transmissão pelo ar. Os cães permanecem imunes somente com a transmissão ao ar, é quando sua cadela Sam é surpreendida por um dos monstros, chegando a ter que ser sacrificada pelo melhor amigo. Uma cena emocionante, quando Robert passa então a ter que viver a sós, entrando em desespero.

Com o objetivo de levantar possíveis soluções, respostas para perguntas inquietantes, afirmações para conceitos já firmados, a pesquisa passa a ser de fundamental importância para a existência da humanidade, tendo no filme o exemplo da medicina que transforma a vida humana.

O exército tenta salvar a população do vírus, onde todos vivem em aflição, buscando ser salvos e só podem ser levados aqueles que ainda não foram contaminados. Entre eles, tem a mulher a filha Neville que deixam Robert na esperança de reencontrá-lo, mas um acidente provocado por um helicóptero os separa por definitivo, tomando conhecimento do início da história por flash de sonhos e lembranças de Robert.

O desespero é muito presente na vida do único sobrevivente, no momento que ele passa a eliminar aqueles contaminados, que tentam atacá-lo. Quase que atingido, é salvo pela luz forte de um farol, trazendo Ana, interpretada por Alice Braga, atriz brasileira, que faz um trabalho brilhante ao lado do grande Will Smith. Acompanhada do filho Íthan, chegam até o militar por ouvir a mensagem de sobrevivência.

Uma passagem marcante é a lembrança feita ao “rei do reggae”, Boby Marley, em que Robert faz referência como “um ser humano que acreditava curar racismo e ódio injetando música e amor na vida das pessoas”. Ana até então desconhece o ícone da música, sendo para ele inaceitável esse desconhecimento. Qualifica o artista na frase: “Uma luz na escuridão”.

Em meio a tantas tentativas, o sucesso: a cura do vírus se faz presente. Quando não mais podem fugir dos monstros, Robert deixa Ana e o filho fora de perigo e passa a tentar acalmar as vítimas, que agressivos, só querem atacá-lo. Robert tenta convencê-los de que sua missão é salvá-los, gritando: - Eu posso salvar vocês. – Eu posso ajudar vocês. – Eu posso salvar todo mundo! Robert vê em Ana uma borboleta tatuada no pescoço, lembrando sua filha antes de partir: - Papai olha, é uma borboleta. Frase que marca o fim da família.

“O doutor Robert dedicou a sua vida a descoberta da cura e a salvação da humanidade. Em 09 de setembro de 2012 ele descobriu a cura, as 20h49m e as 20h52m ele deu a própria vida para defendê-la. Nós somos o legado dele. Esta é a sua lenda. Uma luz na escuridão”.

O filme é sugerido para estudantes, professores, profissionais e estudiosos em geral que tem a pesquisa como fonte de construção de conhecimento. Uma produção enriquecedora, tratando do conhecimento científico e da salvação da vida humana, na certeza de que existem respostas em meio a pesquisas, deixando a mensagem de que o homem pode ser persistente e acima de tudo um guerreiro.

4 comentários:

Milton Cardoso disse...

Acho que Ludemberg conseguiu captar o clima do filme, cujo final em aberto deu continuação ao segundo. O filme é realmente perturbador, ainda mais nesses tempos em que vírus típicos de animais estão contaminando a espécie humana. Uma resenha esclarecedora.

Ludemberg Pereira Dantas disse...

Vlw Milton!!! Bom ter seu comentário aqui. Vc é o nosso professor sempre presente.
Abraço.

Lys #;D disse...

hehe já assisti a esse filme 5 vezes e também recomendo é sensacional e nos faz refletir muito mesmo sobre até onde vai a capacidade do homem em destruir e reconstruir! É fascinante!

Ludemberg Pereira Dantas disse...

Legal Lys! Realmente é um filme surpreendente. Essas 5 vezes q vc assistiu prova o quanto que vc se envolveu. É uma história muito envolvente. Vlw por comentar.
Bjo!

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