quarta-feira, 4 de abril de 2012

Existencialismo

Existencialismo


1) O homem com um ser único que é mestre dos seus atos e do seu destino;

2) Afirma o primado da existência sobre a essência;

3) Sartre: "A existência precede e governa a essência." 

4) Funda a liberdade e a responsabilidade do homem;

5) Foi particularmente popularizado em meados do século XX;

6) Seus elementos podem ser encontrados no pensamento (e vida) de Sócrates, Aurélio Agostinho e no trabalho de muitos filósofos e escritores pré-modernos;

7) O existencialismo não morreu de fato, pelo contrário, continua a produzir, quer na filosofia, quer na literatura, no cinema, ou até na ideologia de vida; 

8) A existência humana, em toda a sua natureza, é questionada: quem somos? O que fazemos? Para onde vamos? Quem nos move?

9) Muitos, senão a maioria, dos existencialistas terem sido ateístas;

10) Muitos existencialistas acreditam que a grande vitória do indivíduo é perceber o absurdo da vida e aceitá-la;

11) Você vive uma vida miserável, pela qual você pode ou não ser recompensado por uma força maior;

12) Se não existe, por que não cometer suicídio e encurtar seu sofrimento? Essas questões apenas insinuam a complexidade do pensamento existencialista;

13) O indivíduo por si só define a sua realidade;

14) Muitos de nós ficamos paralisados e, dessa forma, deixamos de fazer as escolhas necessárias;

15) A "não ação", o "nada fazer", por si só, já é uma escolha; a escolha de não agir;

16) Os existencialistas perguntaram-se se havia um Criador. Se sim, qual é a relação entre a espécie humana e esse criador?

17) Kierkegaard, Nietzsche e Heidegger são alguns dos filósofos que mais influenciaram o existencialismo;

18) O existencialismo representa a vida como uma série de lutas;

19) O indivíduo é forçado a tomar decisões; freqüentemente as escolhas são ruins;

20) Kierkegaard, Schopenhauer, Nietzsche e Heidegger são os pais do existencialismo e dedicaram-se para estudar a condição humana.

"O inferno são os outros", (Jean-Paul Sartre);
"morte de Deus" (Friedrich Nietzsche);













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Medo da Chuva
Raul Seixas
Composição: Paulo Coelho / Raul Seixas

É pena
Que você pense que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E não pude viver

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar

Eu não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar

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DIÁLOGO: COTIDIANO, EXISTENCIALISMO

Auã esmurruga a erva e fecha o baseado com habilidade. Em poucos minutos estamos fumando e divagando sobre a vida, entorpecidos pelo selvagem odor da cannabis em nossas mentes. Um programa sobre adestramento de cachorros passa na televisão.

- Que porra meu. Como a vida seria muito mais fácil se nós fossemos simples cachorros, irracionais e abobados, não é?- sugeri

- Pois é... Seria mais fácil mesmo, mas é exatamente esta simplicidade que separa o restante dos animais do homem. 

- Ok, mas e o que ganhamos com essa separação?

- Se não tivéssemos, por ocasião do destino, descido das árvores e começado a comer carne, nosso cérebro não evoluiria e seriamos macacos vivendo apenas dos instintos. Daí não teríamos capacidade de raciocínio para estar tendo esta conversa subjetivamente articulada agora.

- Tudo bem, mas qual a grande vantagem desta fudida capacidade de raciocínio? O que de tão bom ganhamos com uma comunicação sofisticada e tecnologia de ponta, celulares, hambúrguer, filosofia ou kama-sutra? 

- Muita coisa. O raciocínio possibilitou nosso crescimento intelectual e nossa prosperidade no mundo diante dos outros animais. 

- Só que se ainda fossemos macacos não iríamos pensar para querer essa superioridade, teríamos a ignorância para nos proteger. Passaríamos a vida inteira rindo, fudendo e pulando de galho em galho.

- Se fossemos macacos, ainda estaríamos lutando por nossa sobrevivência contra leões e onças, as doenças encurtariam muito nossas vidas sem a medicina. Hoje temos a segurança e a liberdade para decidir um rumo para nossas vidas e estabelecer nosso lazer como bem entendermos, com sexo, futebol, sinuca e drogas para sanar nossas necessidades. Nossos meios de diversão tornaram-se mais sofisticados também.

- Mas toda essa evolução e arrojo intelectual só fez surgirem angústias e dilemas cada vez mais profundos! A medida que nossas cabeças evoluem, questionamos nossa própria existência, e chegamos a um enorme labirinto sem respostas. Um cachorro não tem estas preocupações, não fica se indagando sobre o que o futuro lhe reserva, para onde irá após a morte ou sobre como conseguir dinheiro para comprar uma caralhada de coisas. Estes questionamentos não ocorrem na cabeça de um cachorro, que simplesmente vive a porra do seu presente, plenamente satisfeito com o que tem. Ele não precisa de mansões luxuosas em Miami, viagens para as Ilhas Gregas ou até mesmo um baseado para ser feliz. Uma maldita bolinha de tênis quicando em sua direção já basta para isto. 

- Vendo por este lado é verdade. A razão implica na consciência dos nossos atos, e isso nem sempre é bom. Mas nos não vivemos apenas do instinto, a evolução nos fez como somos e não há com quem reclamar se está certo ou errado. Se Deus fudeu tudo, é tarde para contestar. O que temos que fazer é tentar pensar menos e agir mais, ocupar a cabeça com o presente e deixar o futuro para os adivinhos – finalizou Auã, e já estou muito cansado para outra réplica. 

Diálogo Existencialista - Fabiane e Ludemberg. UNEB Irecê Bahia 2009.



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